Alta Floresta (MT), 26 de setembro de 2018 - 10:33

Agronegócio

02/06/2015 08:21

Confinamento deve crescer em Mato Grosso

gado confinadoA inten??o de confinamento de bovinos, em Mato Grosso, deve aumentar 24%, de acordo com n?meros levantados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecu?ria (Imea) a pedido da Associa??o dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat). Se confirmada a proje??o de termina??o no cocho, os pecuaristas do Estado devem confinar 789,66 mil cabe?as, frente as 636,66 mil animais do ano passado. A capacidade est?tica dos confinamentos tamb?m aumentou, alcan?ando o maior ?ndice dos ?ltimos seis anos com 895,53 mil cabe?as, acr?scimo de 6% em rela??o a capacidade de 2014, que foi de 846,43 mil animais. Al?m disso, essa eleva??o fez com que a capacidade est?tica ficasse pr?xima ? observada em 2013, a maior do per?odo (891,43 mil cabe?as), at? agora. Esse aumento da capacidade est?tica mostra que os confinadores est?o otimistas com a atividade, apesar da eleva??o dos custos. O gerente de projetos de projetos da Acrimat, F?bio da Silva, explica que embora os n?meros mostrem uma inten??o maior dos produtores em confinar, ? preciso fazer as contas para que n?o tenham preju?zos. ?O confinamento ainda ? uma ferramenta estrat?gia que precisa ser tratada com cautela e profissionalismo?. Conforme ele, ? importante que o produtor esteja sempre antenado ao mercado e constantemente melhorando sua forma de trabalhar, buscando novos recursos para aumentar o rendimento e rentabilidade da atividade. EXPANS?O - Regionalmente, o destaque fica por conta do m?dio-norte, onde o rebanho confinado deve aumentar mais de 80 mil cabe?as em 2015, representando quase 30% do total. A regi?o sudeste tamb?m deve aumentar seu rebanho confinado, representando o segundo maior volume do Estado, com uma fatia de 22,8% do total. Apesar da representatividade de apenas 6,9%, a regi?o norte foi a que mais cresceu em rela??o ao ano passado, passando de 34,8 mil para 54,3 mil cabe?as fechadas, um aumento de 55,9%. CUSTOS - De acordo com o Imea, ao mesmo tempo em que o pre?o da arroba do boi gordo aumentou 19,1% em um ano, o pre?o da reposi??o tamb?m aumentou e o percentual foi superior: 27,1% no mesmo per?odo, o que impulsionou o custo de produ??o. Este alto custo de produ??o, bem como o cen?rio macroecon?mico e pol?tico do Brasil, gera ainda muita desconfian?a por parte dos investidores. Dessa forma, segundo os c?lculos do Imea, considerando a compra da reposi??o, os custos aumentaram 28,8% e a representatividade da compra de animais no custo operacional efetivo subiu de 68% para 74,6%. J? o restante dos custos de produ??o se manteve praticamente est?vel, tendo reflexo m?nimo no custo da di?ria (desconsiderando a compra de animais), que aumentou apenas 2,6%, passando de R$ 5,45 para R$ 5,59/cabe?a/dia entre 2014 e 2015. O levantamento tamb?m mostra que, caso os pre?os futuros se mantenham nos patamares atuais, bem como os custos de produ??o, a lucratividade n?o deve alcan?ar R$ 80/cabe?a, ou seja, 2015 tende a ser um ano de altos pre?os, por?m, com margens justas, situa??o bem diferente de 2014. (Com assessoria)  

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