Alta Floresta (MT), 24 de setembro de 2018 - 05:37

Agronegócio

12/09/2018 08:27 MB Comunicação Empresarial/Organizacional

Entidades debatem produção de tabaco no Brasil

Cerca de 45 mil famílias rurais de Santa Catarina dedicam-se a produção de tabaco, empregando mais de 150 mil pessoas, direta e indiretamente. A comercialização da safra 2017/2018 ainda não está concluída, mas a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) estima que o volume total deva ficar em 667.223 toneladas. A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) reconhece a importância dessa cadeia produtiva e atua em favor dos fumicultores participando de reuniões e comissões em defesa da categoria.

Em recente encontro realizado em Porto Alegre com a presença de representantes de produtores rurais e empresas processadoras do tabaco de toda a região Sul do País debateu-se questões primordiais para a expansão da produção. O presidente do Sindicato Rural de Irineópolis e representante da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC) e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Francisco Eraldo Konkol, informou que durante a reunião foram relatados os principais desafios da cadeia produtiva do tabaco.

“A obrigatoriedade da emissão de nota fiscal eletrônica no momento da venda do tabaco é uma grande preocupação tanto para os fumicultores como para as empresas. Muitos produtores não têm domínio da ferramenta, outros nem acesso à internet, e possuem dificuldade na emissão do documento o que prejudica a comercialização do produto”, explica Konkol.

Em Santa Catarina é exigido por lei a nota fiscal eletrônica de toda a venda para fora do Estado, mas a sugestão de Konkol é que a Secretaria da Fazenda ofereça prazos maiores e maleáveis aos fumicultores, uma vez que esse processo é complexo para eles.

Outro assunto em pauta durante a reunião foi o acesso do produtor de tabaco ao Pronaf. Segundo ele, existe restrição ao produtor impedindo financiamentos que serão utilizados para qualquer atividade voltada ao tabaco. Konkol esclarece que durante a reunião foi discutido, junto à Câmara Setorial do Tabaco, que isso deve ser modificado, uma vez que, 90% dos produtores de tabaco produz também outras coisas e necessita melhorar sua infraestrutura tanto física como de equipamentos e tecnologias a fim de melhorar a produção.

“Precisamos voltar a ter condição de financiar algumas produções mistas. É uma situação complicada, foram decisões tomadas dentro da convenção de combate ao tabagismo, mas que não levam em consideração a realidade dos produtores que, muitas vezes, dependem exclusivamente dessa fonte de renda. Nessa situação do Pronaf ficou decidido que será debatido para que os bancos abram um pouco mais para o tabaco. Será levado para a Secretaria da Agricultura Familiar para que eles mudem alguns itens dentro das regras do Pronaf para ver se a gente consegue melhorar um pouco para o produtor de tabaco.

Para finalizar, debateu-se a negociação da próxima safra. A negociação do preço do tabaco, conforme está no regimento interno do Foniagro, deve definir até o fim do ano preço para a próxima safra. “Cada empresa tem uma política de preço e comercialização com algumas diferenças, portanto, estamos negociando, principalmente na classificação do tabaco, porque é necessário fazer uma redefinição de classes nos preços pagos pelo tabaco para que o produtor não saia prejudicado”, explica Konkol.

EXPRESSIVIDADE PRODUTIVA

“Em Santa Catarina o tabaco é umas das atividades mais importantes em número de pessoas empregadas na área rural. São cerca de 45 mil famílias rurais que se dedicam à produção, gerando mais de 150 mil empregos. O Brasil exporta 85% do volume de tabaco produzido nos três Estados do Sul”, observa o presidente da FAESC, José Zeferino Pedrozo.

Na região Sul o fumo é cultivado em 566 municípios, sendo em Santa Catarina 203 municípios, por famílias de pequenos agricultores. O Brasil é o segundo maior produtor e líder em exportação de tabaco há 25 anos.


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