Alta Floresta (MT), 18 de dezembro de 2017 - 17:20

Brasil

06/12/2017 07:37 DOT

Chuva espalha destruição e deixa desaparecidos, feridos e mortos em Minas Gerais

A configuração do fenômeno Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) reverteu, em grande parte, o cenário de estiagem até então vivenciado por grande parte da população do estado de Minas Gerais nos últimos meses.

Com a mudança no escoamento do vento em níveis altos – Oscilação Madden Julian (OMJ) – e logo após a configuração da Alta da Bolívia (AB) e do Vórtice Ciclônico em Altos Níveis (VCAN), ou do cavado do Nordeste (CCNE), a convergência de umidade estabeleceu-se sobre o território mineiro.

Rios, que antes minguavam a pequenos fios d’água, por conta da estiagem, agora estão extravasando. Represas, principalmente de hidrelétricas, importantes polos de geração de energia, que quase secaram, agora já armazenam cargas mais confortáveis, ainda que baixas, de água.

O grande problema da volta da chuva ao território mineiro é a condição de infraestrutura das cidades e estradas e que foram fortemente afetadas pela precipitação que caiu nos últimos 15 dias. Minas Gerais é o estado do Brasil com o maior número de municípios, 853 no total e com relevo muito acidentado.

Alagamentos, deslizamentos, enchentes e inundações deixaram rastro de destruição, principalmente entre o centro e o leste do estado.

De acordo com a Defesa Civil mineira, até às 18 horas (Brasília-verão) desta terça-feira (05), sete mortes foram confirmadas relacionadas à chuva durante o período chuvoso 2017/2018.

Em Belo Horizonte, um homem morreu ao ser atingido por uma árvore durante um temporal no dia 02 de outubro. A vítima dirigia um taxi quando a árvore esmagou o veículo.

Em Perdizes, uma criança foi arrastada pela enxurrada e morreu ao cair em um bueiro no dia 01 de dezembro.

Em Ribeirão das Neves, uma idosa morreu afogada dentro de casa no dia 01 de dezembro.

Em Uberaba, duas pessoas morreram atingidas por raios durante o temporal que castigou a cidade no dia 02 de outubro.

Em Urucânia, uma adolescente morreu após ser arrastada pela enxurrada no dia 04 de dezembro.

Nesta última ocorrência, duas pessoas eram dadas como desaparecidas, o irmão, de sete anos, e o avô, de 80 anos, que também foram arrastados pela enxurrada. A mãe da criança e do adolescente, também foi arrastada, mas conseguiu sobrevier ao agarrar-se em uma árvore.

Na mesma cidade, um homem também foi arrastado pela enxurrada e o corpo não foi encontrado, portanto, com três desaparecidos.

Em Vespasiano, um homem de 38 anos ajudou no resgate de uma pessoa que estava se afogando. O mesmo foi levado pela enxurrada e seu corpo não foi encontrado.

Em Rio Casca, um idoso foi arrastado pela enxurrada e seu corpo encontrado nesta terça-feira.

Em todo o estado de Minas Gerais, mais de 50 pessoas ficaram feridas, sendo 22 apenas no município de Rio Casca. Cerca de 34 municípios decretaram “situação de emergência.”

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Dados meteorológicos registrados

Estações meteorológicas automáticas mantidas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registraram precipitação acumulada nos últimos 15 dias (entre 20 de novembro e 05 de dezembro) de 474,4 milímetros em Uberaba, 354 mm em Araxá, 347,4 mm em Sacramento, 326,2 mm em Patrocínio, 313 mm em Viçosa, 282,8 mm em Ouro Branco, 267,2 mm em Bambuí, 251,6 mm em Belo Horizonte (bairro Pampulha), 250,4 mm em Manhuaçu, 240,6 mm em Campina Verde, 237,8 mm em Timóteo, 236,4 mm em Belo Horizonte (bairro Cercadinho), 235,2 mm em São João Del Rei, 231,2 mm em Varginha, 228,0 mm em Ibirité, 223,8 mm em Formiga, 222,6 mm em Muriaé, 209,2 mm em Ituiutaba, 203,4 mm em Sete Lagoas e 201,8 mm em Barbacena.

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O mapa de precipitação acumulada e anomalia de precipitação, também com base na rede de estações meteorológicas, ilustrou que nos cinco primeiros dias de dezembro, valores anômalos positivos estiveram evidentes em boa parte do território mineiro e com picos superiores a 100 mm na Zona da Mata.

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A estimativa de precipitação feita por satélite da Agência Espacial Americana (NASA) mostrou que nas últimas 168 horas, boa parte do solo mineiro recebeu cargas de precipitação entre 100 e 200 milímetros.

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Onde fica?

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(Crédito das imagens: Reprodução/Google – Reprodução/Cptec/Inpe – Reprodução/Inmet – Reprodução/NASA – Divulgação/Corpo de Bombeiros)

(Fonte da informação: De Olho No Tempo Meteorologia)

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