Economia

15/08/2015 07:55

Vendas no varejo caem 6% em junho e 6,7% durante o ano em MT, diz IBGE

O volume de vendas no comércio varejista em Mato Grosso caiu 6,1% em junho, com relação aos resultados de maio, e 2,7% com relação a junho de 2014. A queda acumulada ao longo do ano foi de -6,7%, de acordo com dados divulgados nesta semana pela Pesquisa Mensal de Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para o gerente executivo geral da Câmara de Dirigentes Logistas (CDL), Fabio Granja Junior, este ano é atípico e o pior desde 2003 para o setor do comércio. “Existem vários fatores que influenciam esse resultado de queda. Um deles é a crise política que começou no ano passado, inflação alta, dólar alto e massa salarial abaixo dos anos anteriores, que faz o consumidor perder o poder de compra dele”, pontua.

Segundo ele, é possível perceber que a massa salarial está baixa quando os supermercados também começam a ter resultados baixos em vendas. “Isso demonstra que a população está comprando apenas o básico e deixando de comprar alguns produtos que comprava antes”, diz.

Ele explica que as empresas costumam adotar como primeira atitude o corte de custos e de empregos em momentos de crise, o que contribui para a diminuição dos salários e, consequentemente, do poder de compra da população. “Quando substitui o funcionário, já substitui com um salário abaixo do que pagava para o funcionário anterior e isso favorece também uma massa salarial abaixo do esperado”, afirma.

Em Mato Grosso, de acordo com o gerente da CDL, os setores da economia que mais cresceram em junho acompanham os resultados da pesquisa do IBGE nacionalmente. No Estado, tiveram resultados positivos o setor farmacêutico, de cosméticos e perfumaria. “No período de datas comemorativas, como Dia das Mães, Namorados e Dia dos Pais, a sociedade não deixou de presentear, mas presenteou com itens de um valor menor, como esses do setor de cosméticos, que substituíram presentes anteriores mais caros”, observa.

Já o setor de materiais de construção apresentou resultados positivos, mas menores que os registrados em anos anteriores. Na análise do gerente, a tendência é que o setor também diminua o crescimento no 2º semestre, acompanhando o momento de retração da economia esperado para o período, podendo apresentar resultados até mesmo negativos.

“Quando você fala com o proprietário de lojas de materiais de construção, vê que seu negócio está negativo. Todos os segmentos, com exceção dos que estão com resultados positivos, estão em uma fase difícil, por isso que os empresários estão procurando se reestruturar para poder enfrentar esse momento econômico não favorável”, pontua.

No Brasil
No país, o comércio viu suas vendas caírem durante cinco meses seguidos pela primeira vez desde o ano 2000, quando o comportamento do varejo começou a ser analisado. Em junho, o recuo sentido pelo setor foi de 0,4%, influenciado pela redução do crédito e dos salários. No mês anterior, o varejo havia recuado 0,8% e na comparação com junho do ano passado, 2,7%.

Nos primeiros seis meses de 2015, o comércio acumula queda de 2,2%, a maior baixa para o período desde 2003, quando a baixa foi de 5,7%, interrompendo uma sequência de 11 anos de taxas positivas consecutivas. Em 12 meses, o índice tem recuo de 0,8%.

Nacionalmente, entre os ramos que mais sofreram com queda das vendas estão os de automóveis e de móveis e eletrodomésticos. As vendas do setor de móveis e eletrodomésticos, por exemplo, diminuíram 13,6% em relação ao ano passado, e exerceram a principal influência para o recuo do comércio em geral.

2014
Na contramão, assim como registrado na análise mensal, cresceram no país as vendas de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (6,2%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,6%); equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (7,9%).

Depois das vendas de móveis e eletrodomésticos, o que mais caiu foi o resultado de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que mostrou recuo de 2,7%. "Esta atividade mantém alta correlação com a evolução da massa de salários, com desempenho negativo, além da influência da elevação dos preços da alimentação no domicílio", afirma o IBGE, em nota.


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