Alta Floresta (MT), 18 de agosto de 2018 - 23:43

Economia

10/05/2018 08:23 Veja.Com

Vendas de TV para a Copa da Rússia não vão superar as do Mundial do Brasil

Copa do Mundo da Rússia deve aumentar as vendas de televisores e de celulares no Brasil. É o que esperam varejistas e os principais fabricantes ouvidos por VEJA. Além do aumento do número de telas vendidas, há a expectativa de crescimento na procura por aparelhos maiores, como os televisores de 65 polegadas ou mais e com transmissão em 4K.

A perspectiva é que sejam vendidos 12,5 milhões de aparelhos neste ano, segundo a Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros) – sendo 6,8 milhões no primeiro semestre. Em 2017, foram vendidas 11,375 milhões unidades. O número, porém, é menor do que o registrado em 2014, quando a Copa do Mundo ocorreu no Brasil. Naquele ano foram comercializadas 14,993 milhões de unidades.

“Naquele ano, o mercado estava aquecido, o país ainda não havia entrado em crise. Um quadro bem diferente do que temos hoje. Foi um ano de Copa no Brasil e isso impulsionou ainda mais a troca dos televisores. Com esse cenário desenhado fica difícil prever se as vendas deste ano superarão as de 2014. Mas, com certeza, conseguimos dizer que será melhor do que o ano passado”, afirma Claudio Nadanovski, coordenador de marketing de TV da Panasonic.

O evento esportivo também deve afetar o comportamento de consumo do brasileiro, com crescimento das compras de modo geral. Tradicionalmente, 55% das vendas anuais são feitas no segundo semestre, impulsionadas pelo Natal e pela Black Friday, que acontece em novembro. Neste ano, entretanto, a expectativa é que ocorra um equilíbrio entre os dois semestres por conta da Copa adicionada ao movimento do Dia das Mães e dos Namorados.

O diretor de marketing da Via Varejo, empresa que detém as marcas Casas BahiaPontofrio, Othon Vela, acredita que a Copa vai elevar não apenas a venda de televisores, mas também de celulares. “Em anos de Copa do Mundo, a procura por telas é maior. Neste ano, deve haver upgrade dos clientes, que procuram aparelhos com mais tecnologia, como 4K, com mais recursos ou telas maiores, dependendo do orçamento de cada um”, diz. “Celular é uma categoria que já vem tendo bons resultados, mas, independentemente disso, tem aumento a venda por conta dos aplicativos inovadores que levam as pessoas para o digital.”, afirma Vela. 

O diretor de marketplace da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), Carlos Alves, projeta um aumento nas vendas de 15% na comparação a 2017. Segundo ele, os produtos mais buscados no e-commerce são os eletroeletrônicos, com ênfase no celular. “É o desejo de consumo e tenho certeza que vai aumentar a procura próximo à Copa. Será a Copa multitelas, pois canais on demand vão disputar o espectador com suas transmissões ao vivo”, destaca o diretor.

As maiores fabricantes de televisores apostam em um aumento de receita neste ano. A Panasonic afirma que, historicamente, os anos em que há Copa do Mundo são melhores para a venda de televisores. “Acreditamos em um crescimento acima dos 10% em relação a 2017”, afirma Claudio Nadanovski, coordenador de marketing de TV da empresa. 

Samsung também prevê que haverá crescimento. Para isso, aposta em televisores com tecnologia 4K, tecnologia que não era tão acessível na Copa no Brasil como é hoje. Atualmente, muitos televisores já têm a tecnologia disponível, embora os canais abertos não transmitam programas com essa qualidade de resolução. Há, porém, programação disponível em streaming, em canais como Netflix, Amazon e YouTube. Em 2017, 23% dos televisores vendidos no Brasil eram 4K. “Dos televisores vendidos pela Samsung, 32% eram 4K”, diz Guilherme Campos, gerente de produtos de TV da Samsung Brasil.

Para incrementar ainda mais as vendas, a marca lançou um aplicativo em parceria com o canal a cabo SporTV para transmitir jogos ao vivo, em 4K, além de disponibilizar informações de seleções e jogadores.

Na Copa passada, a busca maior era por SmartTV, aquela que acessa a internet. Hoje, praticamente 100% dos portfólios das empresas têm acesso à rede, ou seja, não é mais um diferencial.

Pesquisa de preço

Antes de comprar uma TV nova, o Procon-SP alerta para que o consumidor reflita a fim de saber se a nova aquisição não está sendo feita por impulso. “Se o consumidor decidiu que ele quer ter uma nova experiência, ele precisa colher informações sobre o produto em questão. A tecnologia ampliou a oferta e, muitas vezes, o consumidor acha que o aparelho tem determinada função, mas no dia a dia ele percebe que não tem”, afirma Renta Reis, coordenadora do Procon-SP.

Uma vez determinada a necessidade da troca, o Procon informa que é preciso estar atento à oferta. “Na venda on-line, não dá para se ter uma ideia concreta da dimensão do produto, centímetros e polegadas”, afirma Renata. Quando se fala em promoção, o cliente precisa saber se os penduricalhos embutidos na compra encarecem o valor final. Há, por exemplo, taxa de entrega, de instalação e até mesmo garantia estendida que acabam anulando o valor do desconto.

Outro detalhe que é preciso ser pensado é o destino do aparelho anterior. “É preciso ter consciência sobre a sustentabilidade”, diz Renata.


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