Alta Floresta (MT), 21 de agosto de 2018 - 21:10

Economia

31/05/2018 07:25 Daniel Silveira e Darlan Alvarenga, G1*

PIB do Brasil cresce 0,4% no 1º trimestre e recuperação da economia segue em ritmo lento

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,4% no 1º trimestre, na 5ª alta seguida na comparação com os três meses anteriores, divulgou nesta quarta-feira (30) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em valores correntes, o PIB em 2017 foi de R$ 1,6 trilhão.

Entre os setores da economia, a agropecuária cresceu 1,4%, enquanto indústria e serviços mostraram variação positiva de 0,1%. A expectativa do mercado era de uma alta entre 0,1% e 0,5%.

Apesar da retomada ainda frágil, os resultados vieram até melhores do que o esperado por parte do mercado. A expectativa é que a indústria e os serviços poderiam vir negativos. O mercado esperava uma alta do PIB entre 0,1% e 0,5%.

Do lado da demanda, o consumo das famílias manteve a trajetória de recuperação com alta de 0,5%, acima do esperado pelas projeções, e os investimentos subiram 0,6%. Somente o consumo do governo mostrou retração no período, de 0,4%, em meio ao forte ajuste fiscal diante das contas públicas no vermelho.

O IBGE revisou o PIB do 4º trimestre de 2017 de alta de 0,1% para 0,2%, o do 3º trimestre de 0,2% para 0,3% e o do 1º trimestre de 1,3% para 1,1%.

 

De acordo com a gerente de Contas Nacionais do IBGE, Claudia Dionisio, com resultado o 1º trimestre, o PIB permanece no patamar pré-crise e segue no mesmo nível observado no final do ano passado. "Se eu tiver que remeter a um patamar anterior, a gente estaria no primeiro semestre de 2011", disse.

Levantamento do Ibre/FGV feito a pedido do G1 mostra que a economia brasileira ainda deve levar 11 trimestres - ou quase 3 anos - para recuperar as perdas da recessão.

Segundo o IBGE, o PIB brasileiro permanece no patamar do 1º semestre de 2011. A máxima foi registrada no primeiro trimestre de 2014. "Em relação a este pico, o patamar atual está distante 5,7%. Já em relação ao 4º trimestre de 2014, quando o PIB começou a cair, a distância é de 5,3%", explicou Rebeca.

Retomada lenta

Na base de comparação anual, o PIB cresceu 1,2%, mostrando uma desaceleração em relação aos trimestres anteriores. A variação trimestre frente ao mesmo trimestre no ano anterior foi de 0, 0,4%, 1,4% e 2,1%, do primeiro para o quarto trimestre, respectivamente.

 

Na taxa acumulada nos últimos 4 trimestres contra os 4 trimestres imediatamente anteriores, entretanto, o PIB mantém a trajetória de recuperação. Nesta base de comparação, o crescimento foi de 1,3% no 1º trimestre, o segundo após uma sequência de 11 resultados negativos.

Quatro economistas ouvidos pelo G1 destacaram que o avanço do consumo das famílias, ainda que tímido, puxaram o PIB do trimestre, assim como a expansão do agronegócio, que impulsionou a economia no ano passado. Para eles, no entanto, a recuperação é tímida.

O economista Roberto Luis Troster diz que, apesar do resultado ser positivo, não pode ser analisado como um crescimento forte. "0,4% é fraco, boa parte disso é agricultura. É muito pouco ainda", aponta.

O economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, destacou o avanço do consumo das famílias. "É um resultado bom, mas é uma recuperação fraca e é prudente que seja assim, porque está alinhada com as atividades de emprego. O consumo vai continuar crescendo de forma moderada porque primeiro é preciso recuperar o emprego", disse.


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