Alta Floresta (MT), 18 de dezembro de 2017 - 13:20

Esportes

01/12/2017 08:06 R7

Sorteio para a Copa. Brasil tem 40% de chance enfrentar uma campeã. Inglaterra ou Espanha

Enquanto em Moscou, a Fifa fará hoje uma festa milionária para o sorteio dos grupos da Copa do Mundo, em Nova York, segue o desmoralizante julgamento de Manuel Burga, ex-presidente da federação de futebol do Peru, José Maria Marin, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e Juan Ángel Napout, ex-presidente da Conmebol e da federação de futebol do Paraguai. São os três, que apesar de inúmeras provas, se declararam inocentes depois da devassa na Suíça, em 2015, na cúpula da Fifa. E mostrou que a corrupção dominava a entidade.

A farra russa, a emoção da distribuição dos países não será tão forte a ponto de disfarçar a desmoralização com a distribuição criminosa de propinas, escancarada pelos americanos.

Mas ao menos, o FBI e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos forçaram uma reformulação ética na Fifa. Nos tempos de João Havelange e de Ricardo Teixeira, antes mesmo da distribuição dos grupos, o Brasil já tinha certeza das cidades onde jogaria. Não, ninguém na CBD, e depois CBF, era vidente. Apenas se sabia que a Seleção seria colocada em grandes cidades, para garantir o sucesso da Copa do Mundo, já que o Brasil sempre foi garantia de popularidade.

Gianni Infantino, foi secretário-geral da Uefa de 2009 a 2015. Sabe muito bem que o ex-presidente da entidade, Michel Platini, não sucedeu Joseph Blatter, por acusações de corrupção. E mesmo Blatter acabou defenestrado por conta da devassa na cúpula da Fifa que estava instalada no luxuoso Baur au Lac, em Zurique, em maio de 2015. Infantino sabe que a Fifa está sendo observada. Não há como manipular o sorteio. E distribuir os países mais fortes nas cidades mais importantes da Rússia.

O máximo que a Fifa pôde fazer foi evitar o confronto das oito seleções, teoricamente, mais fortes na primeira fase, a de grupos. Por isso, o Brasil não enfrentará a anfitriã Rússia, Alemanha, Portugal, Argentina, Bélgica, Polônia e França. Esses times estarão no pote 1. Seus três demais adversários sairão dos potes 2, 3 e 4.

E também não jogará com Peru, Colômbia e Uruguai. Com exceção dos europeus, nos grupos não haverá confrontos entre seleções do mesmo continente. O que aumenta a chance de duas equipes do Velho Continente na primeira fase brasileira.

7 Sorteio para a Copa. Brasil tem 40% de chance enfrentar uma campeã. Inglaterra ou Espanha

Terá 40% de chances de enfrentar uma campeã mundial saída do grupo 2: Espanha ou Inglaterra. Desse grupo, impedidos os confrontos com uruguaios e colombianos, sobrarão México, Suíça e Croácia.

O 2 terá Espanha, Peru, Suíça, Inglaterra, Colômbia, México, Uruguai e Croácia. O 3, Dinamarca, Islândia, Costa Rica, Suécia, Tunísia, Egito, Senegal e Irã. O 4, Sérvia, Nigéria, Austrália, Japão, Marrocos, Panamá, Coréia do Sul e Arábia Saudita.

Infantino segue a cartilha de Platini. O francês para se manter na presidência da Uefa, inchou a Eurocopa. O italiano que agora comanda a Fifa, tem o mesmo desejo. E já articula que a Copa do Mundo seja disputada a partir de 2026, com 48 seleções. Beneficiando Ásia e Europa. Ele não está nem um pouco preocupado com o nível técnico da competição. Apenas com o apoio de maior número possível de países para se manter no cargo.

Mas enquanto 2026 não vem, depois da reviravolta nas Eliminatórias com a chegada de Tite, o Brasil terá pela frente uma fase que costuma ir muito bem. Nos 20 Mundiais disputados, o país foi o único a estar presente em todos. A Seleção só fracassou na primeira fase em 1930 no Uruguai, em 1934, na Itália e em 1966, na Inglaterra. Nas 17 outras disputas, não houve susto.

Com a discreta manipulação antes do FBI chegar, o Brasil sempre escapou dos grupos da morte. Se os jogos se tornaram difíceis foi por pura incompetência. Mas nunca houve escândalo, protestos nos sorteios.

5 Sorteio para a Copa. Brasil tem 40% de chance enfrentar uma campeã. Inglaterra ou Espanha

O ranking da Fifa é a 'garantia' de um certo equilíbrio no sorteio que começará às 13 horas. Na simulação, no ensaio, o Brasil caiu em um grupo com duas seleções europeias. Uma forte e campeã mundial, a Inglaterra. A eterna promessa Dinamarca. E a competitiva seleção africana do Marrocos. Nada que fosse assustador.

Tite buscou ficar calado sobre suas preferências. Mas o coordenador Edu Gaspar deixou escapar que a preferência brasileira seria ter pela frente já um confronto forte. Com um jogo reconhecidamente difícil no grupo, a concentração seria maior, desde a preparação para o Mundial. E manter o foco para chegar na Copa com os atletas mais concentrados possíveis é a exigência do treinador. Ele dispensou psicólogos, ao contrário de outros países, como a Alemanha, por exemplo. Tite exercerá essa função.

Edu Gaspar quer, a partir do sorteio, buscar adversários que não se classificaram para a Copa para amistosos. Mas que tenham as características das seleções que caírem no grupo brasileiro. Essa é uma exigência de Tite.

A preparação terá três fases: a primeira na Granja Comary, a segunda na Inglaterra, no centro de treinamento do Tottenham, e a terceira em Sochi. O plano é disputar um amistoso ainda no Brasil, e até dois na Inglaterra.

O ranking da Fifa vem sendo usado desde 1994 para que a competição fosse mais justa. E evitasse menos manipulação. Só que há maneiras de burlar esse ranking. Apoiado por um estudo matemático, a Polônia descobriu que, evitasse jogar amistosos, se manteria entre os oito primeiros colocados no ranking. E seria favorecida no sorteio da Copa, evitando os sete adversários mais difíceis. A Bélgica também acabou no 'pote da elite'. Mas por outro critério. Ganhar amistosos contra seleções que foram campeãs mundiais, contra a Itália e França.

 Sorteio para a Copa. Brasil tem 40% de chance enfrentar uma campeã. Inglaterra ou Espanha

As duas ausências mais sentidas na Copa da Rússia são a italiana e a norte-americana. A tetracampeã mundial Itália, por sua tradição e torcida apaixonada. E os Estados Unidos por conta dos bilionários patrocinadores. Mas foram incompetentes para sobreviverem às Eliminatórias.

O presidente da CBF, Marco Polo del Nero, não está em Moscou. Ele segue investigado pelo FBI e pelo Departamento de Justiça Norte-Americano. No julgamento de Marin, ele segue sendo sistematicamente acusado, junto com a TV Globo, de estar no esquema das propinas. E pode ser preso se deixar o país. Desde 1985, o Brasil não fica sem seu dirigente mais importante nos sorteios da Copa do Mundo.

Além da desmoralização, é uma fragilização brasileira nos bastidores. Na escolha dos árbitros para os confrontos brasileiros, por exemplo. E já está definido por seus advogados, que Marco Polo del Nero também não estará no Mundial. Havia a possibilidade de o dirigente conseguir um passaporte diplomático, que impediria sua prisão para averiguação e julgamento nos Estados Unidos.

Mas Del Nero desistiu dessa estratégia.

Verá a Copa pela televisão, seguro no seu cargo.

E livre no Brasil.

O julgamento em Nova York seguirá normalmente hoje.

Os dirigentes detidos não acompanharão o sorteio.

Muito menos estarão na Copa do Mundo...

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