Alta Floresta (MT), 25 de setembro de 2018 - 16:48

Esportes

06/07/2018 09:06 Gazeta Esportiva

Novamente em alto nível, Neymar é trunfo do Brasil contra a Bélgica

Após um início um tanto quanto frustrante na Copa do Mundo, Neymar parece já ter reencontrado suas melhores condições. Vindo de longos três meses sem atuar, o jogador enfrentou dificuldades no início do torneio, porém, na última segunda-feira, contra o México, deu amostras de sua melhor versão, participando dos dois gols da vitória que culminou na classificação do time canarinho para as quartas de final.

A comissão técnica já havia previsto que Neymar voltaria ao seu ápice das formas física e técnica nas oitavas de final da Copa do Mundo. O jogador fez sua primeira partida após a fratura no quinto metatarso do pé direito no último dia três de junho. De lá para cá, ele fez apenas quatro jogos atuando por 90 minutos.

“Não precisa ser muito capacitado para saber que o Neymar teria seu desempenho e desenvolvimento. Nós acompanhamos, o Ricardo [Rosa, preparador físico] acompanhou muito. Ele sabe o preço que ele pagou para chegar aqui, os momentos dos quais ele se privou para investir nessa evolução. Com uma sequência de jogos, eu sabia que ele iria retomar o alto nível pela experiência que tive como atleta. Ele foi mais rápido, porque é um jogador de excelência”, comentou o técnico Tite.

Apesar de sua evolução ao longo desta Copa do Mundo, Neymar vem sendo alvo de manchetes não pelo seu futebol, mas por seu comportamento dentro das quatro linhas. Tido como um atleta que costuma simular faltas na tentativa de fazer com que o árbitro advirta seus adversários com um cartão amarelo, o jogador brasileiro foi defendido pelo treinador da Seleção Brasileira mais uma vez.

“Eu já me manifestei a respeito do Neymar. A quem falou, que veja, que olhe nos vídeos. O que me interessa é ele voltar a estar em alto nível de novo. Não só com bola, com dribles, mas também com ações em transições defensivas. Se vocês buscarem, vocês vão ver o quanto ele tem participado em termos coletivos, vão ver esse senso de equipe que ele vem desenvolvendo”, concluiu Tite.

Bélgica foi a primeira seleção europeia a garantir classificação para a Copa do Mundo. Nas eliminatórias, a equipe de Roberto Martínez fez parte do Grupo H, junto de Grécia, Bósnia e Herzegovina, Estônia, Chipre e Gibraltar, onde terminou com a liderança e de forma invicta ao ganhar nove partidas e empatar uma, marcando 46 gols e tomando apenas seis, números que colocaram os belgas como melhor ataque da Europa, com média de quase cinco gols por jogo.

Se o ataque é o ponto forte, a defesa é o fraco. Após a queda precoce na Eurocopa de 2016, quando perdeu nas quartas de final para o País de Gales, Marc Wilmots foi demitido e Roberto Martínez assumiu o cargo. A primeira mudança na escalação foi no setor defensivo. A seleção belga sofre com a lateral esquerda, uma vez que não tem um jogador do nível do restante do time para a posição. Por isso, o treinador ex-Everton abriu mão de um sistema com quatro defensores para jogar com três zagueiros e dois alas. Pela direita, Meunier, lateral de origem, enquanto na esquerda, Chadli ou Carrasco, pontas recuados. Porém, os três têm dificuldades para recompor o setor e dão espaços nas extremidades do campo, tanto é que o primeiro gol do Japão nas oitavas de final foi construído em um contra-ataque nas costas de Carrasco, que deixou o zagueiro exposto.

O esquema adotado pelo treinador espanhol tem feito a Bélgica sofrer com a instabilidade defensiva. A equipe alterna entre boas atuações no setor, como navitória diante da Inglaterra, e fracas, como no triunfo frente à Tunísia em que sofreu dois gols. Durante todo o ciclo o pré-Copa foi assim. Por exemplo, na mesma semana, em partidas amistosas, venceu o Japão sem sofrer gols e empatou com o México tomando três tentos.

Para piorar a situação, dois dos três titulares da zaga chegaram à Copa do Mundo sem ritmo de jogo. Lesionado, Toby Alderweireld perdeu boa parte da temporada e não conseguiu readquirir sua melhor condição física por causa de discussões contratuais, que o afastaram de algumas partidas do Tottenham. Kompany, por sua vez, sofreu uma contusão na panturrilha a 15 dias do Mundial e só estreou na competição contra a Inglaterra, quando entrou no final da partida.

Do meio-campo para o ataque, a Bélgica tem jogadores de renome internacional. A dupla de volantes, formada por De Bruyne e Witsel, tem por característica qualificar o passe, porém, deixa a zaga exposta, uma vez que ambos não são bons marcadores. Como Carrasco e Meunier ocupam as laterais do campo, Mertens e Hazard atuam como meias que tendem a centralizar, encostando em Lukaku. Essa aproximação dos jogadores mais adiantados do meio-campo fez bem para o atacante do Manchester United, que deslanchou a marcar gols. Aliás, já são nove nos últimos sete jogos, contando as partidas da Copa do Mundo.


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