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10/01/2018 09:30 Gazeta Digital

Blairo Maggi compra fazenda que pertencia a Olacyr de Moraes, o ex-rei da soja

O Grupo Amaggi, de propriedade do ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), comprou a Fazenda Itamarati Norte, imóvel que pertence à Companhia Agrícola do Parecis (Ciapar) e está arrendado há vários anos para o grupo empresarial do ex-governador de Mato Grosso e atualmente senador licenciado exercendo a função de ministro.

Em nota, a empresa confirmou a transação comercial, mas não informa o valor. Argumenta que a compra ainda não foi finalizada. Alguns veículos de comunicação apontaram a cifra de R$ 2,2 bilhões, mas a assessoria da Amaggi disse que o valor está incorreto.

A fazenda, localizada no município de Campo Novo do Parecis (396 km a noroeste de Cuiabá), possui uma extensão de 105 mil hectares sendo que a maior parte é voltada para a agricultura, em especial ao plantio de soja. Outra parte do imóvel é desenvolvida atividade de pecuária e uma área é reserva ambiental. Conta ainda com hangar e dezenas de silos para armazenagem dos grãos e uma uma vila que abriga funcionários da da propriedade.

A fazenda pertence aos herdeiros do ex-rei da soja, Olacyr de Moraes, que morreu em 2015, aos 84 anos. Ele foi um dos empresários mais ricos e conhecidos do País, dono de várias propriedades espalhadas por Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Nos anos 80 ele alçou o título de “rei da soja” por ser o maior produtor individual de soja do mundo ao desenvolver e empregar, com sucesso, técnicas de otimização na Fazenda Itamarati e na empresa Itamarati Norte S/A Agropecuária voltadas para o plantio de soja.

Detalhes da compra a multinacional não relvela. “A Amaggi informa que está participando de negociações visando a aquisição da totalidade das ações do capital social da Companhia Agrícola do Parecis (Ciapar). A conclusão dessa negociação ainda está condicionada à satisfação de condições precedentes a sua formalização”, diz a nota encaminhada pela assessoria ao Gazeta Digital.

Em junho do ano passado, a Fazenda Itamarati do Norte ganhou os noticiários locais e nacionais ao ser citada pelo piloto de um avião bimotor carregado com 653 Kg de cocaína como sendo o local onde a aeronave teria decolado. Depois, interrogado pela Polícia Federal, o piloto admitiu que mentiu sobre a rota de voo informada por ele após a aeronave ter sido interceptada pela Força Aérea Brasileira (FAB).

Na época, o Grupo Amaggi divulgou nota explicando que a fazenda era arrendada e contava com 11 pistas autorizadas para pouso eventual, apropriadas para a operação de aviões agrícolas, o que não demanda vigilância permanente e localizadas em pontos esparsos de 54,3 mil hectares de extensão. No entanto, a empresa ressaltou que não tinha qualquer ligação com a aeronave descrita pela FAB e não havia emitido autorização para pouso ou decolagem da mesma em qualquer uma de suas pistas.


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