Meio Ambiente

27/07/2015 08:50

Desmatamento da Amazônia Legal cresce quase 150% em Mato Grosso, aponta Imazon

A área de Floresta Amazônica desmatada em Mato Grosso aumentou 149%, conforme dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

O calendário anual de medição do desmatamento, que começou em agosto de 2014 e termina no final deste mês, consolida o estado como líder nos índices de corte raso. De acordo com o Instituto, nos 11 meses - correspondentes ao calendário da medição - foram registrados 943 km² de desmatamento, 2,5 vezes maior que o constatado ao mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 378 km² de desmate.

A alta verificada em Mato Grosso também é mais que o dobro da média verificada em toda a Amazônia, que ficou em 65%.  Junho foi o primeiro mês do ano em que o desmatamento apresentou queda em comparação com o ano anterior. Foram 41% menos desmates em toda a Amazônia Legal, mas em Mato Grosso, a redução foi de apenas 7%.  Mato Grosso perdeu 106 km² de floresta em 16 municípios durante o mês de junho.

Segundo a análise do Instituto Centro de Vida (ICV), a maior área desmatada foi registrada em Colniza, 51 quilômetros quadrados, o que corresponde quase metade do total detectado em Mato Grosso.  No acumulado de agosto de 2014 a junho de 2015, Colniza já derrubou 153 km² de floresta, quase duas vezes mais que no mesmo período do ano anterior, que totalizou 53 km².

No ranking dos municípios mato-grossenses que mais desmataram, aparecem Cotriguaçu, Aripuanã e Rondolândia, todos localizados na região noroeste do estado.  Apesar da alta no número de desmatamento, o superintendente de Monitoramento Ambiental da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), Filipe Guilherme Klein, informou que os dados do Imazon não são considerados como oficiais pela secretaria. 

Filipe explica que os dados oferecidos pelo Imazon são usados apenas como um sistema de alerta para direcionar a equipe de fiscalização até os locais apontados e notificar os proprietários. Com isso, após a pesquisa ser publicada pelo Imazon os dados são utilizados pela Coordenadoria de Informações e Monitoramento Ambiental para serem estudados. 

Arquivodesmatamento Dados do Imazon são usados apenas como referência pela Secretaria de Meio Ambiente, que vai conferir in loco a realidade da situação “Nós baixamos os dados e, com base nisso, nós passamos a coordenar as fiscalizações nas propriedades rurais e indígenas para saber se a alteração na cobertura do sistema de alerta é verídica ou não”, disse. 

Muitas vezes, as próprias imagens com boa qualidade que foram emitidas pelo sistema de monitoramento podem ser conferidas dentro do escritório da Sema.  “Quando nós conseguimos afirmar que a situação se trata realmente de desmatamento, montamos a autuação, e, logo em seguida, notificamos o proprietário.

Quando não é possível, porque as imagens não estão com excelente visualização, nós mandamos uma equipe fiscalizar a área”, comentou o superintendente. 

O método de mensurar os dados e emitir alerta é considerado um dos melhores do país, porque há pouca variação e interferência de nuvens na região da Floresta Amazônica onde se concentram as câmeras de monitoramento e alerta.  “Esse método de observar a pesquisa, mesmo que não seja considerada oficial para a secretaria, é constante e já virou uma rotina, porque dessa forma nós conseguimos evitar mais desmate do que as médias que já consideradas”, comentou Filipe. 

FISCALIZAÇÃO A fiscalização é realizada pelos programas de controle e monitoramento da Amazônia (SAC-Imazon/Inpe) e também de dados do Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (Lapis) da Universidade Federal de Goiás (UFG), que fornece informações em tempo real de desmatamento em áeas de Cerrado. 

Conforme o superintendente de Fiscalização da Sema, major da PM Fagner Augusto do Nascimento, além das constatações in loco de desmatamento ilegal, as equipes também se depararam com transporte e comércio de madeira em desacordo com a Guia Florestal e de exploração seletiva.

“Nem todo tipo de desmatamento nas propriedades rurais podem ser considerados crimes. E quando é considerado, o proprietário responde processo administrativo, além de pagar multa”, afirmou.  As multas são classificadas de acordo com o tipo de infração que o proprietário comete. As áreas são classificadas em três tipos, sendo preservação permanente, reserva legal e passível. Quanto maior o nível de proteção, maior a multa.

Em uma unidade de conservação, por exemplo, a base de cálculo varia de R$ 5 mil a 50 mil. Já em locais de reserva ambiental - que não inclui preservação permanente - o valor é de R$ 5 mil. E fora da reserva legal R$ 1 mil.  O major também explica que o número de equipes que o Estado possui para fazer o monitoramento do desmatamento é volátil. Em épocas de maior demanda - como o período das secas, em que há muitos incêndios florestais -, a equipe é reforçada. 

“Em período proibitivo de queimadas sempre é aumentado o efetivo. Em outras épocas, nós mantemos outro número de profissionais, sendo impossível fazer a contagem exata de profissionais que atuam. Além disso, nós também temos muitos parceiros, como, por exemplo, a Secretaria de Estado de Segurança Pública, Batalhão Ambiental e Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso”, concluiu. 


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