Alta Floresta (MT), 17 de outubro de 2017 - 12:58

Mundo

12/08/2017 07:20 G1

Trump diz que considera opção militar na Venezuela

presidente americano Donald Trump afirmou nesta sexta-feira (11) que considera muitas opções para a Venezuela, incluindo uma opção militar.

"As pessoas estão sofrendo e estão morrendo. Temos muitas opções para a Venezuela, incluindo uma possível opção militar se for necessário", disse o presidente em seu clube de golfe em Bedminster, onde está de férias. "Estamos em todo o mundo, e temos tropas em todo o mundo, em lugares que são muito longe. A Venezuela não está tão longe", disse.

A afirmação foi feita após uma reunião com o secretário de Estado, Rex Tillerson; o assessor de Segurança Nacional, H. R. McMaster e a embaixadora americana na ONU, Nikki Haley.

Segundo a agência Reuters, o Pentágono afirmou que não recebeu nenhuma ordem da Casa Branca sobre a Venezuela.

No final de julho, os EUA lançaram sanções contra o presidente venezuelano Nicolás Maduro, congelando seus ativos no país, e o chamaram de ditador, um dia após a eleição da Assembleia Constituinte convocada por Maduro. O país também aplicou sanções a atuais e ex-funcionários da Venezuela com ligações à Constituinte.

Nesta quinta, em seu primeiro discurso na Assembleia Constituinte, Maduro disse que queria se reunir com Trump. O presidente instruiu o ministro de relações exteriores a abordar os EUA sobre uma conversa telefônica ou uma reunião com o americano.

Maduro, que antes já tinha dito para Trump "tirar suas mãos sujas" da Venezuela, afirmou no discurso que quer uma forte relação com os Estados Unidos, como a que tem a com a Rússia. "Senhor Donald Trump, aqui está a minha mão", disse.

Trump vem ameaçando a Coreia do Norte nos últimos dias após o país asiático detalhar seu plano de atacar a ilha de Guam, território americano. Nesta sexta, o presidente disse que a solução militar americana para um eventual ataque da Coreia do Norte já está pronta.

“As soluções militares estão agora totalmente instaladas, guardadas e carregadas, se a Coreia do Norte atuar imprudentemente. Espero que Kim Jong Un encontre outro caminho!”, afirmou no Twitter.

Na terça-feira, Trump usou a expressão "fogo e fúria", ao comentar ameaças norte-coreanas, quando declarou: "É melhor que a Coreia do Norte não faça mais ameaças aos Estados Unidos. Enfrentarão fogo e fúria como o mundo nunca viu".

No dia seguinte, ao detalhar seu plano para atacar Guam, o general norte-coreano Kim Rak Gyom afirmou que a declaração do presidente americano era "um monte de bobagem". "Parece que ele não entendeu o recado. Diálogo saudável não é possível com um sujeito tão desprovido de razão e apenas força absoluta pode funcionar sobre ele", disse o general.

Como o tom bélico não caiu após a forte declaração de Trump, o presidente avaliou que sua declaração não tinha sido “forte o suficiente”.

A Coreia do Norte contra-atacou afirmando que os EUA irão "sofrer uma derrota vergonhosa e uma condenação final" caso "persistam em suas aventuras militares, sanções e pressões extremas".


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