Alta Floresta (MT), 18 de outubro de 2017 - 12:02

Polícia

10/06/2017 07:58 Repórter MT

Justiça inocenta PM pela morte de policial e funcionária

O soldado da Polícia Militar, Leandro de Souza Almeida, foi inocentado, por unanimidade, em julgamento militar, presidido pelo juiz da 11ª Vara Criminal de Cuiabá, Marcos Faleiros. O julgamento ocorreu na tarde desta sexta-feira (9).

Ele era acusado de ter disparado 16 tiros, que provocaram as mortes da funcionária da Casa de Câmbio Rápido, Karina Gomes, na época com 19 anos, e o colega de farda, o soldado PM, Danilo César, de 27 anos, durante um assalto em fevereiro de 2014.

A acusação foi feita pelo Ministério Público do Estado (MPE), que depois de estudar os autos pediu a absolvição de Leandro, por acreditar que o oficial agiu em legítima defesa e que as duas mortes foram "acidentais".

O promotor Marcos Regenold Fernandes classificou a tragédia ocorrida na Casa de Câmbio como uma série de infelizes coincidências.

“Naquele mês, o Estado trocou o uniforme da PM, depois de 40 anos, e o meliante confundiu os PMs com segurança privada. O policial percebeu o assalto e atirou no ladrão, porém a bala ricocheteou na parede e atingiu a cabeça da vítima Karina. Leandro tropeçou e caiu com o dedo no gatilho, efetuando disparos contra o outro PM. O colete usado pelo PM Danilo não era do tamanho dele e ficou uma fissura, onde a bala entrou”,  descreveu.

Fernandes ainda justificou o pedido de absolvição por agir como defensor da lei e da justiça e não da acusação.

O advogado de defesa do PM, Carlos Dorileo, reforçou que a preparação bélica dos polícias militares é de apenas uma semana e que o Estado não fornece nem capacitação necessária, nem material capaz de fazer a segurança dos policiais. "Estou feliz e satisfeito com o parecer ministerial que fez explanação brilhante dos fatos", disse o defensor.  

“MPE e defesa pediram absolvição do réu Leandro. E não é preciso fazer esforços para saber que o policial militar agiu em legítima defesa. Imagens internas efetivou vários disparos que resultaram na morte de Karina e Danilo, a câmara 4 do circuito revelou que a ação durou 14 segundos”, entendeu o magistrado.

Em seu voto, Faleiros julgou pela improcedência da denúncia e absolveu o réu, por insuficiência de provas.

“Não houve culpa em relação à Karine, que foi atingida por uma bala que mudou de trajetória da bala, mas restam dúvidas a respeito da imperícia no disparo que atingiu o colega de farda, já que o Manual de Procedimento Operacional Padrão (POP) da PM MT prevê que em caso de queda, o PM deveria retirar o dedo do gatilho para evitar tiros acidentais. Mas será que em 14 segundos de toda a ação seria possível fazer essa verificação? Eu tenho dúvidas”, disse o magistrado.

Em julgamentos militares, além do juiz de Direito participam quatro juízes militares. Todos acompanharam o voto do presidente da Comissão de julgamento.


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