Polícia

15/07/2017 08:04 G1MT

Desembargador manda soltar PM suspeito de envolvimento em esquema de grampos em MT

O desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), mandou soltar, na sexta-feira (14), o tenente-coronel da Polícia Militar Januário Antônio Edwiges Batista, que estava preso desde o dia 23 de junho no 3º Batalhão da PM por suspeita de envolvimento em um esquema de escutas clandestinas que teve como alvo políticos, jornalistas, advogados e médicos em todo o estado.

Quando foi preso, Januário Batista atuava como comandante do 4º Batalhão da PM em Várzea Grande, região metropolitana da capital. A prisão preventiva dele havia sido determinada pelo próprio Perri, que é o responsável no TJMT pela investigação sobre os grampos clandestinos. O G1 não conseguiu contato com a defesa do policial.

No mesmo dia em que Batista foi preso, também foram detidos os coroneis Evandro Lesco, que comprou dois aparelhos que podem ser usados para interceptações telefônicas em maio de 2015, e Ronelson Barros. Os dois eram, respectivamente, secretário-chefe e secretário-adjunto da Casa Militar, mas foram afastados dos cargos.

Também foram presos o cabo Euclides Torezan, cedido ao Gaeco, do MPE, suspeito de participação no crime, além do corregedor-geral e o diretor de Inteligência da PM, coronel Alexandre Mendes e tenente-coronel Victor Paulo Pereira. Esses dois últimos teriam avisado Lesco e Barros de que eles seriam alvo de mandados de prisão.

O cabo Euclides Torezan foi solto na noite de terça-feira (11) por determinação de Perri. Ele estava preso no 4º Batalhão da PM em Várzea Grande. Mendes e Pereira também já foram soltos por decisão da Justiça.

Em maio deste ano, foram presos o cabo PM Gerson Luiz Ferreira Correia Júnior e o coronel Zaqueu Barbosa - este último, ex-comandante-geral da Polícia Militar em Mato Grosso. O cabo Gerson é apontado como o responsável por assinar os pedidos feito à Justiça para grampear telefones das pessoas em um esquema conhecido como "barriga de aluguel". Ou seja, os alvos tinha os números interceptados dentro de uma investigação sobre tráfico de drogas na fronteira, mesmo sem terem nada a ver com o esquema.

'Grampolândia'

O esquema vigorou entre outubro de 2014 e agosto de 2015. Na época, o cabo Gerson estava cedido ao Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).

O esquema foi denunciado em maio deste ano pelo promotor de Justiça Mauro Zaque, que disse ter tomado conhecimento do caso quando ainda era secretário de Segurança Pública, em 2015.

Zaque acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para investigar o caso e afirma que o governador Pedro Taques (PSDB) foi informado oficialmente, via documento, dos crimes que estavam ocorrendo na gestão dele. O governador nega ter recebido o ofício com a denúncia e chegou a entrar com representação contra Zaque no Ministério Público do Estado, no Conselho Nacional do Ministério Público e na própria PGR, acusando-o de ter fraudado o documento.

Nesta semana, uma auditoria da Controladoria Geral do Estado apontou que o ofício da Secretaria de Segurança Pública (Sesp) que denunciou o "escritório clandestino de espionagem" dentro do governo chegou a ser protocolado na Casa Civil, mas foi substituído por outro documento, com o mesmo número, mas que tratava de pedido de obras em Juara, a 690 km de Cuiabá.

A PGR investiga se o chefe do Executivo estadual tinha conhecimento do crime e de quem teriam partido as ordens para os grampos. Taques afirma que não sabia da existência da central de monitoramento clandestina.


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