Alta Floresta (MT), 18 de novembro de 2017 - 06:19

Polícia

11/11/2017 08:02 Folhamax

TJ mantém prisão de pai que matou filho de 5 anos em Cuiabá

Os desembargadores da Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), mantiveram por unanimidade na quarta-feira a prisão de Eleony Luis de Andrade, acusado de espancar o filho de 5 anos até a morte em 2016. Ele está preso desde o dia 21 de agosto do ano passado. “Trata-se de uma criança de apenas 5 anos que não poderia se defender. Imperativa a sua manutenção de prisão”, disse o desembargador Pedro Sakamoto, relator do caso.

Seu voto foi seguido pelos demais magistrados da Segunda Câmara Criminal - Rondon Bassil Dower Filho e Marcos Machado (convocado). A defesa do Eleony interpôs um recurso que pretendia alterar a sentença que determinou a prisão preventiva do suspeito de matar o próprio filho.

O advogado alegou que seu cliente “era pai de família” e que não havia “materialidade” que apontasse para autoria do assassinato, sugerindo, ainda, que a mãe de Hugo Gabriel Augusto Gomes, a vítima de apenas 5 anos de idade, teria sido a autora do homicídio. O jurista ainda considerou que a morte poderia ter sido causada pelo procedimento cirúrgico utilizado para tentar salvar o garoto e não as agressões.

Os argumentos foram rechaçados por Sakamoto. “Enquanto a defesa sustenta que não há indícios, sugerindo inclusive que a vítima deveria ser agredida pela mãe. Contudo a despeito das alegações, a perícia não deixa dúvidas que foram a causa de sua morte septcemia com rutura de estômago e laceração de fígado, acarretando traumatismo abdominal fechado”, disse o magistrado.

A defesa de Eleony afirmou também que ele era um pai carinhoso e que “nunca tinha batido em Hugo”. A declaração foi novamente rechaçada por Pedro Sakamoto, que a partir dos depoimentos de um irmão, do primo e da avó da vítima, além da coordenadora da escola em que a criança de 5 anos frequentava, atestaram o caráter violento e estúpido do assassino.

O pai ainda alegou que o menor, que vomitou sangue pouco antes de sua morte, ainda em sua residência, não estava bem porque tinha caído da cama. “A testemunha, coordenadora de escola, relatou em juízo que alertou o recorrente sobre as agressões, ocasião em que ele [Eleony] foi pouco receptivo, dizendo que Hugo era um menino briguento. A testemunha discordava, pois Hugo não apresentava tal comportamento na escola. Ouvido pela equipe multidisciplinar, o irmão do ofendido, de apenas 9 anos de idade, disse que o acusado bateu com a mão fechada. Ele não viu batendo, mas ouviu os socos e os gritos do irmão. A avó da vítima afirmou que o recorrente era estúpido, e que costumava agredir o Hugo. A testemunha Patrick, primo da vítima, disse que Hugo já havia lhe relatado as agressões perpetrados pelo acusado”, narrou o desembargador.

De acordo com informações dos autos, Eleony Luis de Andrade apresentava comportamento violento também contra sua companheira, e mãe de Hugo, Kely Aparecida Gomes de Almeida, a quem chegou a “furar” com um garfo e faca, além de agredir os filhos com“espinho de limoeiro e jogando-os “na parede”. A ação descreve que Kely Aparecida Gomes de Almeida chegou em casa do trabalho no dia 20 de agosto do ano passado e viu que seu filho, Hugo, estava deitado na cama em seu quarto, já com os reflexos lentos.

Ela teria sido impedida por Leony, o agressor, de ver as condições do filho. Porém, com a piora no quadro da criança, que começou a ter convulsões e vomitar sangue, Hugo foi levado até a Policlínica do Planalto, em Cuiabá, onde chegou a ser estabilizado.

No entanto, em virtude de seu estado grave, o menor foi transferido para o Pronto Socorro da Capital. Após sofrer hemorragia e ter três paradas cardiorrespiratórias, o garoto não resistiu e faleceu no dia 21 de agosto de 2016.

O assassino e pai da criança teve mandado de prisão preventiva decretada, mas tentou fugir da justiça, sendo capturado próximo a rodoviária de Sorriso (418 km de Cuiabá). Ele foi indiciado por homicídio qualificado e tortura sem possibilidade de defesa da vítima.

Durante um depoimento a Polícia Judiciária Civil (PJC) a mãe da vítima chegou a negar que o companheiro era agressivo. No entanto, mudou a versão após prestar novo depoimento.


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