Polícia

02/08/2018 07:06 G1MT

Três são presos por envolvimento em tentativa de resgate de avião apreendido com 250 kg de cocaína em MT

rês homens foram presos, nesta quarta-feira (1º), por suposto envolvimento na tentativa de resgate de um avião no aeroporto de Cáceres, a 220 km de Cuiabá, registrado na noite da terça-feira (361). Segundo a Polícia Federal, um grupo invadiu o local e tentou decolar com uma aeronave que havia sido apreendida pela Força Aérea Brasileira (FAB).

As identidades dos presos não foram divulgadas.

O avião foi apreendido em junho deste ano com 250 kg de cocaína. À época, duas pessoas foram presas.

Depois de não conseguir decolar o grupo abandonou a aeronave e fugiu do local. Parte dos integrantes da quadrilha foram identificados por câmeras de monitoramento ao comprar peças de avião.

Segundo a PF, a suspeita é que eles façam parte de uma organização criminosa do estado de São Paulo, que seria a responsável pelo transporte da droga.

A aeronave, que transportava cocaína da Bolívia foi interceptada por pilotos da Força Aérea Brasileira (FAB) na região da Serra Tapirapuã, próximo a Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá.

Outros mandados de busca e apreensão e prisões ainda devem ser cumpridos. 

Invasão e fuga

Os policiais federais já investigavam o grupo e descobriram que a organização criminosa envolvida naquela situação tentaria resgatar o avião no aeroporto de Cáceres.

Para frustrar o plano, os policiais alteraram a parte mecânica do avião para que os suspeitos não conseguissem levantar voo.

“Eles conseguiram levar a aeronave até a cabeceira da pista do aeroporto, mas ela não teve potência para voar”, explicou um policial ao G1.

O avião foi novamente apreendido e passa por perícia feita pela Polícia Federal de Cáceres.

Aeronave apreendida

A aeronave que transportava cocaína proveniente da Bolívia foi interceptada pela FAB no dia 9 de junho.

O piloto, identificado como Harysohn Pedrosa Pina, de 46 anos, fez um pouso forçado em uma área rural de Salto do Céu, a 383 km de Cuiabá.

Segundo o Gefron, o co-piloto, Aldo Sanchez Sandoval, é membro do exército boliviano.

À polícia, Aldo alegou que receberia 5 mil dólares para ajudar a entregar a carga, que tinha como destino o município de Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá.

Os dois continuam presos na Cadeia Pública de Cáceres.


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