Alta Floresta (MT), 18 de novembro de 2017 - 05:19

Política

13/11/2017 08:22 RDNews

Prefeitos esperam prazo até dia 30 e decidem não pedir afastamento de Taques

Os prefeitos decidiram na Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM), que vão esperar até o próximo dia 30 para que o governo faça os repasses constitucionais do ICMS, Fethab e Transporte Escolar, conforme o compromisso feito pelo secretário da Casa Civil, Max Russi, durante reunião na sexta (10).

Os prefeitos decidiram não entrar com o pedido de afastamento do governador Pedro Taques (PSDB) junto à Assembleia. A maioria preferiu esperar até o final deste mês para que o governo repasse os recursos atrasados.

Com relação à área de saúde, o débito é bem maior. Os prefeitos também vão aguardar os repasses prometidos e esperam que não haja atrasos. Os gestores alegam que, com a PEC dos gastos aprovada pelo Legislativo, o governo terá mais dinheiro em caixa, a partir de janeiro, para quitar os débitos da saúde e não atrasar mais os repasses.

Conforme o presidente da AMM, Neurilan Fraga, que conduziu a assembleia dos prefeitos, nem ele e nem os gestores querem tomar medida extrema, de pedir o afastamento de Taques. “Ninguem quer cassar o governador, mas chegamos num ponto que não restou outro caminho a não ser debater o assunto. Agora foi dado um prazo pelos prefeitos. Caso o governo não cumpra com os repasses para os municípios, voltaremos a falar sobre este assunto no próximo ano”, adianta.

Neurilan frisa que os municípios não estão aguentando esta situação que compromete os serviços prestados à população. "Muitos prefeitos estão com sérias dificuldades de fechar o ano em cumprimento com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)", aponta.

Bate-boca

A assembleia-geral de prefeitos, realizada ontem na AMM, terminou em "bate-boca". O clima esquentou após Neurilan perguntar a Max Russi se o governo está fazendo apropriação indébita e alegar que a ex-presidente da República Dilma Rousseff foi cassada por coisas muito mais simples. “E o governador Pedro Taques falava todos os dias nos jornais que tinha que cassar a Dilma”, criticou.

Na sequência, ele reclamou que quando alguém levanta a possibilidade de afastamento de Taques, o governo tem uma reação contrária. “Então está se matando pelo próprio veneno”. Após uma breve pausa, Neurilan tentou amenizar, ressaltando que “ninguém saiu falando em cassar”, contudo, Max se manifestou afirmando que se recusava a politizar a reunião. Após isso, o secretário deixou a reunião ao dizer que Neurilan estava fazendo politicagem. (Com Assessoria)


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