Alta Floresta (MT), 18 de dezembro de 2017 - 17:51

Política

04/12/2017 08:37 FolhaMax

Empresário garante que entregou propina para assessores de 2 deputados de MT

Em depoimento ao Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), na investigação da Operação Convescote, o empresário Hallan Gonçalves de Freitas contou que entregou pessoalmente dinheiro aos ex-funcionários da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT) Tschales Franciel Tschá e Odenil Rodrigues de Almeida. 

Tschales e Odenil já haviam sido denunciados pelo Gaeco na ação penal relativa as duas primeiras fases da "Operação Convescote". Porém, na ocasião, haviam provas apenas de crimes de falsidade ideológica por parte deles, que eram acusados de atestarem a prestação de serviços para a liberação de pagamentos referente ao convênio entre a Assembeia Legislativa e a Faespe.

Todavia, as revelações de Hallan apontam outros crimes cometidos pelos ex-servidores. Entre eles, está o de peculato, que é corrupção. 

Tschales era secretário geral da Assembleia Legislativa e ligado ao deputado estadual Ondanir Bortolini, o "Nininho" (PSD), primeiro-secretário da Assembleia na época das fraudes. Odenil era assessor parlamentar do deputado Guilherme Maluf (PSDB), e-presidente do lesgislativo. Hallan, que trabalhava para a empresária Jocilene Rodrigues de Assunção, contou no depoimento que fez a entrega do dinheiro a pedido dela.

“Em novembro ou dezembro de 2015 recorda-se que a Jocilene lhe chamou e lhe pediu para entregar um envelope com dinheiro para o então Secretário Geral da AL-MT, pessoa de Tschales Franciel Tschá; que o declarante colocou o dinheiro na sua mochila, se dirigiu até a AL-MT e entregou em mãos de Tsharles Franciel Tshá”, diz um trecho do depoimento de Hallan ao Gaeco.

Já em relação a Odenil, a entrega ocorreu num escritório ligado a Faespe, num edifício comercial na região central de Cuiabá. "Nesta época também, o servidor da AL-MT de nome Odenil Rodrigues de Almeida esteve na sala 501 do Edifício Maruanã, em que funciona o escritório particular de Jocilene e, a pedido dela, o declarante entregou um envelope com dinheiro para ele; que nesta ocasião Odenil chegou no local e já foi perguntando pela Jocilene, dizendo que tinha marcado com ela, mas o declarante disse que ela havia saído e entregou a ele o envelope com o dinheiro, ele pegou e foi embora”, contou Hallan.

Os valores entregues a Odenil e Tschales não foram divulgados por Hallan. O delator também não informou que os deputados a quem são ligados tinham conhecimento do recebimento deste dinheiro.

CONVESCOTE 4

A 4ª fase da Operação Convescote, deflagrada na última quinta-feira deu continuidade as investigações sobre desvios de recursos por meio de convênios firmados com a Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público Estadual (FAESPE), Fundação de Apoio a Pesquisa, Ensino e Assistência à Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro (FUNRIO) e Associação Plante Vida.

Entre os alvos dos mandados estão servidores da ALMT e TCE, bem como empresários e um advogado. As sedes da FAESPE, FUNRIO e Associação Plante Vida também foram objeto de busca e apreensão por agentes do Gaeco. Além do crime de constituição de organização criminosa, também há indicativos da prática de peculato e lavagem de dinheiro.

As fases anteriores originaram denúncias contra 23 investigados, contudo, investigações complementares indicaram o envolvimento de mais pessoas na organização criminosa, além de revelar que o desvio de recursos públicos é bem maior do que fora apurado anteriormente. A operação contou com apoio de policias do Batalhão de Operações Especiais (Bope), Força Tática de Várzea Grande e Cáceres e Gaeco do Estado do Rio de Janeiro.

Foram alvos de condução coercitiva Marcos José da Silva, servidor do Tribunal de Contas, a empresária Jocilene Rodrigues de Assunção, o advogado Eduardo Cesar de Mello, o servidor da Assembleia Legislativa Odenil Rodrigues, o representante da Plante Vida, Luiz Fernando Alves dos Santos, os empresários Jurandir da Silva Vieira e Caio Cesar Vieira de Freitas, além do ex-secretário geral da Assembleia, Tschales Franciel Tschá. As investigações apontaram ainda que o dinheiro pago a essas empresas “retornavam” para os líderes do esquema.


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