Alta Floresta (MT), 25 de setembro de 2018 - 03:42

Política

14/02/2018 07:22 US

PF deve pedir nova prorrogação do prazo para concluir investigação contra Temer

A Polícia Federal deve pedir a prorrogação do prazo para concluir as investigações do inquérito que apura se houve crime acerca da edição do chamado Decreto dos Portos , assinado pelo presidente Michel Temer em maio do ano passado. O processo é relatado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso e tem como alvos Temer, seu ex-assessor Rodrigo Rocha Loures e duas pessoas ligadas à empresa Rodrimar.

Em dezembro, atendendo a pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, Barroso determinou que as investigações deveriam ser concluídas até o dia 20 deste mês, mas ainda há diligências pendentes – como a tomada dos depoimentos de Joesley Batista e Ricardo Saud, executivos do grupo J&F.

Aberta em setembro de 2017, essa é a única investigação contra Michel Temer que está em andamento atualmente. O presidente é suspeito de ter aceitado vantagem indevida da empresa Rodrimar, que opera o porto de Santos, em troca de favorecimento ao grupo por meio da edição do decreto que regulamenta as concessões do setor portuário.

O diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia , disse em entrevista concedida na sexta-feira (9) à agência Reuters  que os investigadores da PF devem concluir as apurações em até três meses. 

Segovia também afirmou que as provas colhidas até o momento contra o presidente Temer são "frágeis" e indicou que deve recomendar o arquivamento da investigação. 

"Os indícios são muito frágeis, na realidade, de que haja ou que houve algum tipo de influência realmente, porque em tese o decreto não foi feito para beneficiar aquela empresa”, disse. "Se houve corrupção ou ato de corrupção não se tem notícia do benefício. O benefício não existiu. Não se fala e não se tem notícia ainda de dinheiro de corrupção, qual foi a ordem monetária, se é que houve, até agora não apareceu absolutamente nada que desse base de ter uma corrupção”, completou o chefe da Polícia Federal.

 


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