Alta Floresta (MT), 21 de julho de 2018 - 09:56

Política

06/04/2018 07:30 DiáriodeCuiabá

Selma Arruda filia no PSL de Bolsonaro

A juíza aposentada Selma Rosane de Arruda se filiou na tarde de ontem, quinta-feira (05), ao Partido Social Liberal (PSL), que defende a candidatura do deputado federal Jair Bolsonaro a presidência da República. Ela irá concorrer a uma vaga no Senado Federal no pleito de outubro deste ano. 


A magistrada afirmou que escolheu a legenda devido aos seus ideais e também pelos seus filiados. “Recebi muitos convites. Nesta última semana a minha casa foi um entra e sai de pessoas que fizeram as mais diversas propostas a todos os cargos. Escolhi o PSL não só pelos ideais, mas também pelas pessoas que o compõe”, pontuou. 


Selma ainda acrescentou que chegou a receber convites dos ex-secretários de Estado de Educação e da Casa Civil, Marco Marrafon (PPS) e Max Russi (PSB), respectivamente, e negou ter sido convidada pelo governador Pedro Taques. 
“Ele não me fez nenhum convite. Eu recebi um convite do Marrafon, do Russi e não aceitei porque as ideologias daqueles partidos não combinavam comigo”, afirmou. 


Apesar de ter se filiado ao PSL, a ex-magistrada disse que não concorda com todos os posicionamentos de Bolsonaro, e garante que irá defender os seus posicionamentos dentro do partido. 


“Não me filiei ao Bolsonaro e sim ao PSL. Minhas ideias são minhas e vou sustentá-las. Se não forem as mesmas que a do presidente da República, paciência... Estamos em uma democracia”, enfatizou. 


Apesar de manifestar sua vontade em concorrer ao Senado, Selma não descartou a possibilidade de disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa. 


Ela descartou qualquer hipótese de concorrer ao Governo do Estado, tampouco sair candidata a vice-governadora em uma eventual chapa encabeçada por Taques ou qualquer outro candidato. 
“A forma que me vejo atuando é na legislação. Porque eu trabalhei a minha vida inteira com lei e é com isso que sei mexer”, disse. 


Ao falar sobre sua entrada na política, Selma Arruda revelou uma sensação de impotência em relação ao trabalho desenvolvido na Magistratura. 


“Só tive a certeza que devia e que podia fazer alguma coisa, quando proferi uma sentença, da Operação Sodoma 1, com mais de 400 laudas. Um livro. Nessa sentença, percebi que não houve resultado prático nenhum. Não consegui - agindo da forma como a lei determina - aplicar a justiça como eu achava que deveria ser feito. As imposições da lei me obrigavam, me amarravam naquilo ali”, desabafou, referindo-se a operação na qual ela condenou o ex-governador Silval Barbosa e mais cinco pessoas por crimes relativos à corrupção. 


“Aproveitei que estava recebendo convites, que estava tendo a oportunidade de optar por uma carreira que me permitisse ir a frente, para de reclamar e fazer alguma coisa. Foi um cavalo encilhado que passou em minha frente e pensei: ‘ou você sobe, aceita o desafio ou então se aposenta e vai fazer nada, vai viajar’. Resolvi entrar na carreira política. O que me levou exatamente a essa carreira política é a oportunidade de fazer alguma coisa e a sensação de que aquilo que eu estava fazendo não tinha o efeito social pratico”, concluiu. (KA) 


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