Alta Floresta (MT), 27 de maio de 2018 - 13:40

Política

11/05/2018 10:26 Repórter MT

Silval, Walace, Nadaf, Riva e mais 11 são condenados à prisão

O juiz da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Marcos Faleiros, condenou o ex-governador Silval Barbosa (14 anos, 2 meses e 20 dias de prisão), o filho Rodrigo da Cunha Barbosa (2 anos e 2 meses de prisão) e o ex-prefeito de Várzea Grande, Walace Guimarães (12 anos de reclusão) à prisão na Operação Sodoma II.

Também foram condenados o procurador aposentado Francisco Gomes Andrade Lima Filho, o Chico Lima, os ex-secretários estaduais César Zílio, Pedro Elias de Mello e Pedro Nadaf, os empresários Antônio Roni de Liz e Tiago Vieira de Souza Dorileo, o administrador Fábio Drumond Formiga, o ex-servidor do Tribunal de Justiça Bruno Sampaio Saldanha, o ex-diretor do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE/VG), o empresário Evandro Gustavo Pontes da Silva, o coronel José de Jesus Nunes Cordeiro, o ex-deputado estadual José Geraldo Riva e o ex-assessor de Silval, Silvio Correa.

Na mesma ação, o magistrado absolveu o ex-secretário de Fazenda Marcel de Cursi e Karla Cintra. 

Devido ao acordo de colaboração premiada firmado junto ao Ministério Público Federal, Silval Barbosa, Rodrigo da Cunha Barbosa, Silvio Correa, Pedro Nadaf e César Zílio vão cumprir as penas em regime aberto.

Já Walave Guimarães (12 anos de prisão), José Geraldo Riva (13 anos e 4 meses de prisão), Bruno Saldanha (8 anos, 10 meses e 20 dias de prisão), Evandro Gustavo Pontes da Silva (12 anos de prisão), José de Jesus Nunes Cordeiro (33 anos, 9 meses e 10 dias de prisão) e Tiago Vieira de Souza Dorileo (10 anos de prisão) devem cumprir as penas em regime fechado.

Veja o papel de cada um no esquema criminoso:

Walace Guimarães foi denunciado pelo Ministério Público (MP) por ter articulado uma fraude em licitação do estado a fim de desviar recursos públicos que serviriam para financiar sua campanha política em 2012 e ainda gerar propina para agentes públicos envolvidos na fraude.

O ex-servidor do TJ Bruno Sampaio Saldanha teria recebido R$ 25 mil para “acobertar” alegados crimes praticados entre 2010 e 2014 pela organização criminosa que, segundo o MPE, era liderada pelo ex-governador Silval Barbosa. 

Chico Lima é acusado de integrar uma organização criminosa que desviou milhões dos cofres públicos.

Antonio Roni de Liz integrou o esquema criminoso de desvios de recusos públicos na gestão do ex-governador Silval Barbosa.

Evandro Gustavo Pontes da Silva admitiu ter pago propina de ao ex-secretário estadual de Administração, César Zílio, em 2012.

César Zílio é beneficiário de um esquema que empregou que captou recursos das empresas Consignum, Editora Deliz E.P. da Silva ME, EGP da Silva ME, e a mpresa Webtech Software e Serviços LTDA EPP, possibiliantando a lavagem de dinheiro.

Silval Barbosa foi condenado pelos crimes de organização criminosa, concussão (vantagem indevida através de propina) e lavagem de capitais.

Silvio Correa ocupava cargo de relevo na Administração Pública Estadual, o que lhe dava bastante prestígio social e poder, inclusive em vista de outros membros da organização, como Nadaf.

Pedro Elias é apontado, nos autos da Operação Sodoma, como fiscal de propina.

O coronel José De Jesus Nunes Cordeiro era o responsável pela elaboração e retificações dos termos de referências, realização dos procedimentos licitatórios e da gestão dos contratos na SAD e, assim procedia, para que tudo convergisse a atender aos interesses criminosos do grupo que integrava.

José Riva teria recebido R$ 2 milhões do empresário Willians Paulo Mischur, dono da Consignum, para manter o contrato da empresa com o governo do Estado, em 2014.

Tiago Vieira Dorileo foi procurado pelo ex-deputado estadual José Geraldo Riva para ajudar a fraudar uma licitação do governo do estado.

Rodrigo Barbosa, filho do ex-governador Silval Barbosa, recebeu propina de 85% do montante de R$ 510 mil pago pelo empresário Júlio Minori Tisuji, dono da empresa Web Tech Softwares e Serviços Ltda, que tinha contrato com o Estado.

Pedro Nadaf fez parte do esquema que exigiu $ 2,5 milhões do empresário João Batista Rosa, posterior delator do esquema, para oferecer benefícios fiscais ilícitos à empresa Tractor Parts.

Fabio Drumond Formiga é empresário, dono da empresa Zetrasoft, que “pretendia” assumir o lugar da Consignum no contrato com o Estado mediante pagamento mensal de propina de R$ 1 milhão à organização.

Operação Sodoma

A operação Sodoma, que deu origem fases 2 e 3, iniciou com investigações relacionadas à concessão fraudulenta de incentivos fiscais do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso, o Prodeic.

Na primeira fase oito membros da organização foram indiciados pela Polícia Judiciária Civil e sete deles denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPE). Os envolvidos responderão por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Entre os indiciados e denunciados estão o ex-governador Silval da Cunha Barbosa e os ex-secretários Pedro Jamil Nadaf e Marcel Souza de Cursi, e seguem presos por ordem da Justiça.

A segunda fase ocorrida em 11 de março de 2016, cumpriu 11 mandados de buscas e apreensão, cinco mandados de prisão preventiva e cinco mandados de condução coercitiva. Membros da organização criminosa foram investigados quanto a utilização de recursos provenientes do pagamento de propina e lavagem de dinheiro


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