Política

30/08/2018 08:08 CAMILA RIBEIRO DA REDAÇÃO / MÍDIA NEWS

Coligação nega pleito de Selma e não divide tempo de chapa

Os partidos que compõem a coligação encabeçada pelo governador e candidato à reeleição Pedro Taques (PSDB) decidiram não dividir ao meio o tempo de propaganda partidária reservado aos dois candidatos ao Senado pela chapa: Nilson Leitão (PSDB) e Selma Arruda (PSL).

O assunto foi tratado na tarde desta quarta-feira (29), com representantes de cada um dos partidos: PSL, PPS, PSB, DC, PRP, PSDB, Patri, Avante, Solidariedade. 

Ficou definido que Leitão ficará com os 49 segundos, que são reservados ao PSDB, e Selma com os 7 segundos destinados ao PSL. Os 43 segundos restantes da coligação serão divididos igualitariamente entre os dois candidatos.  

Coube ao presidente do PSDB no Estado, Paulo Borges, fazer o anúncio da decisão, já que Leitão e Selma não participaram da reunião.

Segundo o tucano, apenas o PSL – representando pelo deputado Victório Galli – não concordou com o que foi pactuado. 

Borges afirmou que apesar da definição tomada pela coligação, uma conversa entre os candidatos pode mudar o cenário, embora mais cedo Leitão já tenha afirmado que não concorda em dividir o tempo do PSDB. 

Além disso, as próprias declarações dadas por Borges sinalizam que uma mudança é praticamente impossível. Especialmente porque, em âmbito nacional, o PSL e o PSDB têm seus candidatos à presidência: Jair Bolsonaro e Geraldo Alckmin, respectivamente. 

“A principal questão que ressalto é que estamos numa situação extremamente delicada. A nível nacional, o PSDB tem um candidato a presidente e o PSL tem outro. Os dois estão numa disputa, os dois são antagônicos, cada um com sua ideologia. Isso pesa muito”, disse o tucano. 

“Se dividirmos pela metade, estaremos dando tempo do PSDB ao PSL. Embora a juíza possa não pedir voto ao Bolsonaro, não há controle sobre isso, fica muito difícil para o PSDB se justificar a nível nacional. Até porque estamos falando de um deputado que é líder do PSDB na Câmara, um dos conselheiros de Geraldo Alckmin. Isso pesa bastante também nessa decisão. Aqui há um alinhamento entre os presidentes. Nada obsta do Leitão com Selma se encontrarem e entrarem num acordo”, acrescentou Borges. 

Caso de justiça 

A ex-juíza Selma Arruda já anunciou que poderá ir à Justiça caso o tempo total da coligação não seja repartido igualitariamente. 

“A proposta do PSL, como estamos todos juntos, o partido entende que esse tempo deve ser dividido igualitariamente. Mas há um entendimento dos demais para que seja diferente. Quem de fato vai dar o veredito será a conversa entre os dois candidatos. Há um casamento. Se a gente casa, tem que ser 50% para cada um”, disse o deputado Victório Galli. 

Questionado se concorda com a decisão de Selma em recorrer à Justiça, Galli respondeu: “Ela, como candidata, vai procurar os direitos que ela tem. Mas espero que esse entendimento aconteça com uma conversa tranquila, para evitar desgaste”.

 

 


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