Alta Floresta (MT), 23 de agosto de 2017 - 18:08

Saúde

24/12/2015 07:43 G1 MT

Estado anuncia pacote de R$ 20 mi para combater o mosquito da dengue

Com o intuito de combater a reprodução do Aedes aegypti no período de chuvas, o governo de Mato Grosso lançou, nesta quarta-feira (23), um plano emergencial de enfrentamento contra o vetor que é transmissor da dengue, zika vírus, febre amarela e febre chikungunya. Como parte do plano, mais de R$ 20 milhões serão distribuídos entres os 141 municípios do estado para a compra de veículos, equipamentos e insumos químicos para combater os criadouros do mosquito.

Uma das ações prevê que as secretarias municipais de saúde devem prestar atenção aos pacientes infectados com as doenças e dar prioridade às gestantes e bebês que têm suspeita de microcefalia. Segundo o Ministério da Saúde, a má formação tem relação direta com a infecção por zika vírus.

O plano emergencial será realizado nos municípios do estado entre dezembro de 2015 e maio de 2016. No total, serão investidos R$ 20.170.548,08. Segundo o secretário estadual de saúde, Eduardo Bermudez, o valor será distribuído igualmente entre os municípios do estado. “Cada prefeitura deve receber cerca de R$ 92 mil para combater o mosquito em cada localidade", disse.

Em Mato Grosso, foram notificados, até o dia 12 de dezembro, 27.597 casos de dengue. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), em comparação com o mesmo período do ano passado, houve um aumento de 141,02% na incidência da doença.

Entre as cidades com maior número de notificações, Sinop, a 503 km da capital, é a campeã, com 3.791 casos notificados. Em segundo lugar está Cuiabá, com 3.070 notificações de casos da doença. Ao todo, seis óbitos pela doença foram confirmados no estado.

No mesmo período, Mato Grosso notificou 368 casos de zika vírus, 172 casos de febre chikungunya e teve 78 casos confirmados de microcefalia. A maioria dos casos foi registrada emRondonópolis, a 218 km de Cuiabá. Ao todo, 62 casos foram notificados no município.

Áreas descobertas
De acordo a superintendente de vigilância em saúde, Maria de Lourdes Girardi, os números relacionados às doenças transmitidas pelo vetor ainda estão abaixo da realidade. “Temos muitas áreas descobertas e equipes de vigilância sanitária incompletas. Dessa forma o município não repassa as informações para o estado”, declarou.

Conforme a superintendente, 41% dos municípios não enviam informação com os dados atualizados sobre a infestação e casos registrados. Segundo Girardi, o repasse das informações é fundamental para o sucesso do plano emergencial. “É só a partir dessas informações que vamos poder escolher quais ações e medidas podem ser adotadas para combater o mosquito”, afirmou.

Para ajudar na vigilância, cada município deve acionar a Defesa Civil para vistoriar casas e prédios, já que a meta do estado é fiscalizar 100% dos imóveis.


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